En este grupo En todos

Grupo de Cultura portuguesa



FLORBELA ESPANCA

Maria Natal
Licenciatura em política social univer...
Escrito por Maria Natal Guerreiro
el 10/04/2010

Florbela d'Alma da Comceição

A tristeza de Florbela, a sua insatisfação da vida, dos amores, dos desamores, a angústia que transmite aos seus sonetos, a quase pouca importância que dedicou a si própria, poderá ter sido baseada em outros amores ilicitos e não assumidos que herdou, com um peso imenso, do triângulo afectivo onde viveu a infância e que a terá marcado para a necessidade intrínseca de vivenciar amores, por não o ter tido o afecto paternal em liberdade e expresso dessa paternidade não assumida. O pai,casado, entrega-se uma paixão por uma criada da casa, dessa união nasceu Florbela. A vida na casa continuou e nasce Apeles, irmão a quem se dedicou inteiramente numa dádiva de amor protector. Na época, Florbela deixou de ser o alvo das atenções do pai, da mãe e da mãe de criação.
Florbela nunca chegou a conhecer a paternidade assumida, a qual só conteceu após 19 anos da sua morte.

Este é, provavelmente, o dado mais importante para se compreender uma bela mulher para quem a escrita não tem segredos, uma mulher à frente do seu tempo. Uma mulher que cantou a tragédia da sua vida nas palavras que hoje lemos e que queremos entender mais, ir à profundidade dos seus sentimentos, das suas desventuras amorosas e também percebermos como é que uma alma tão sofrida pode escrever belas páginas... Florbela Espanca, a mulher que após 19 anos da sua morte é reconhecida oficialmente pelo seu pai...

Maria Natal Guerreiro
Licenciatura em política social univer...
Escrito por Maria Natal Guerreiro
el 16/04/2010

Quem sabe?...


Queria tanto saber por sou Eu!
Quem me enjeitou neste caminho escuro?
Queria tanto saber porque seguro
Nas minhas mãos o bem que não é meu!

Quem me dirá se, lá do alto, o Céu
Também é para o mau, para o perjuro?
Para onde vai a alma, que morreu?
Queria encontrar Deus! Tanto o procuro!

A estrada de Damasco, o meu caminho,
O meu bordão de estrelas de ceguinho,
Água da fonte de que estou sedenta!

Quem sabe se este anseio de Eternidade,
A tropeçar na sombra, é a Verdade,
É já a mão de Deus que acalenta?

FLORBELA ESPANCA

Diana Alvarez
Taller de guitarra folcklórica colegio...
Escrito por Diana Alvarez
el 24/04/2010

Gracias, Juan... Conmueve, emociona.

Anunziata Buonanno Restino
Profesora de inglés upel -maracay - ed...
Escrito por Anunziata Buonanno Restino
el 30/10/2010

Gracias Juan por presentarnos la destacada trayectoria poetica de esta admirable mujer. Muy conmovedora.

María Cristina Aliaga Luna
Orientadora del hogar universidad de c...
Escrito por María Cristina Aliaga Luna
el 31/10/2010

Esta poetisa, como dices, fue una avanzada en su época y eso la hizo sufrir mucho al ser incomprendida en su manera de actuar y sentir y escribir.. Puedo leer el portugés, no hablarlo. Y he entendido todo cuanto leí de su biografía y otras secciones de internet.

Gracias.