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Grupo de Portugués



Aprender con los poetas

Carlos
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 06/06/2009 | Nivel Medio

Com este debate pretendo facilitar mais materiais para os que queiram aprender o português.

Cada poema virá acompanhado de referências biográficas do seu autor além de um documento áudio .

Por vezes aparecerá a tradução da biografia ou de algumas palavras mais difíceis.

O debate fica aberto. Espero que os interessados suban outros documentos, ou comentem, dêem a sua opinião, perguntem o significado de alguma palavra ou expressão, etc. Etc.

Começo subindo um poema de ANTÓNIO ALEIXO, poeta do povo, quase analfabeto, que compôs principalmente ao gosto popular: quadras. E pequenas quadras cheias de grande sabedoria.

Agradeço a Maria Natal o ter-me feito descobrir este poeta da terra dela. Obrigado, Maria Natal.

___________________

O poema e o documento áudio correspondente apresentam o mesmo título: Quadras - ANTONIO ALEIXO.


Alma Luz Gallo
No hice cursos no tengo estudios univ...
Escrito por Alma Luz Gallo
el 06/06/2009 | Nivel Medio

Hola carlos gracias quiero aprender muchio el portugues pero voy muy despacio, pues no tengo mucho tiempo,pero igual aprendere de a poco gracias en verdad tratare de leer los poemas que me aconsejas. Gracias besitos susana-Me gustaria mandarte cosas que escribo poemas pero no se como hacerlo en cuanto aprenda te mandare si?'. Chau que sigas muy bien.

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 07/06/2009 | Nivel Medio

Hola, Susana:

No te preocupes. "Cada cosa a su tiempo y los nabos en Adviento", se decía en Castilla hace años. Habrá tiempo para todo... Bueno, es un decir... Pero si no nos apremian los objetivos que nos marcamos, hemos de ir a nuestro aire, y sin problema ninguno. Vamos, creo yo!

Cuidate... Y sé feliz!


Maribel Alt Mercedes R.
Doctorado universidad autonoma de sant...
Escrito por Maribel Alt Mercedes R.
el 10/06/2009 | Nivel Medio

Hola Carlos, ya inicié el programa, la dirección es www. Cv vision18 . Com, es a las 10:50 am ( tienes que sumarle 7 horas para tu pais). Espero que algún día le eches una miradita. Un beso Maribel

Jasy Ledesma
Medicina escuela latinoamericana de me...
Escrito por Jasy Ledesma
el 12/06/2009 | Nivel Medio

... Hola carlos, gracias por la informacion, y por preocuparte, estare al tanto del poema.... , te comento que me gustan mucho los poemas sobre temas sociales, por aqui tengo otras que te estare pasando... Gracias y un abrazo...

+tita Fernandez De Lastra
Recibir con arte cdkv - centro diploma...
Escrito por +tita Fernandez De Lastra
el 17/06/2009 | Nivel Medio

Carlos, me parece muy positivo el método.
Espero poder aprovecharlo.
Un fuerte abrazo, Tita

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 18/06/2009 | Nivel Medio

Hoje vou trazer para cá um famoso soneto de Luís Vaz de Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".

Foca o tema dos câmbios, das mudanças,... No mundo e em toda a realidade. Lembremos que ele o escreveu em pleno século XVI, século que viu tantas alterações na vida das pessoas. O poeta chega a considerar a mudança como uma condição substancial de tudo quanto existe. Mas... Ao poeta falta-lhe a esperança!

Aqui subo o soneto inteiro. E nos documentos do grupo subo uma versão musicada por José Mário Branco, com uma dicção ou pronunciação perfeita. O título do documento áudio é: "Mudam-se os tempos - José Mário Branco".

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.


Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.

Luís de Camões



Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 18/06/2009 | Nivel Medio

E vamos continuar com Luís de Camões. Ah! Esquecia-me de dizer que também subi uma biografia do nosso grande poeta; biografia que escolhi porque vai acompanhando dados da sua vida com bocadinhos de poemas relacionados com as experiências referidas.

Agora subirei outro famoso soneto: "Amor é fogo que arde sem se ver". O assunto é a descrição das contrariedades ou efeitos paradoxais que o amor provoca na pessoa apaixonada.

Subo aqui o soneto, e - nos documentos do grupo - a versão musicada pelo grupo "Pólo Norte".

Amor é fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É nunca contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor.
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 18/06/2009 | Nivel Medio

Os dois poemas anteriores correspondem à tendência da moda renascentista, italianizante nas formas (soneto, versos decassilábicos,...).

Contudo, Luís de Camões também cultivou, com grande arte, poemas ao gosto e sabor popular, de tendência lírica tradicional ibérica (com vilancetes, cantigas, trovas, endechas,... ), lirismo expresso geralmente em versos heptassilábicos ou de sete sílabas.

Por isso mesmo, vou subir seguidamente uma cantiga (com mote de 4 versos e duas glosas de oito versos cada) : "Verdes são os campos...". Provavelmente, eram verdes os olhos da mulher que "cortejava"... Não comento mais, fica para os que o quiserem fazer aqui.

Deixo aqui a letra. E, nos documentos do grupo, a versão musicada e interpretada por outro grande artista português: Zeca Afonso (sim,... Esse... O autor de "Grândola, vila morena,... " canção que serviu de sinal para os militares darem início à Revolução dos Cravos, em Abril de 1974).

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 18/06/2009 | Nivel Medio

E, por hoje, concluo com outro lindíssimo poema - de feição tradicional - que ele compôs para homenagear uma sua escrava da qual se apaixonara, Bárbara. Os versos são agora pentassílabos.

E o poema tem muito que se lhe diga... As belíssimas e delicadas expressões com que caracteriza física e psiquicamente a sua amante. Até se permite "gozar" ( = ridicularizar) o protótipo de beleza feminina da moda renascentista (mulher loira, de pele branca e olhos azuis)!

A versão musicada é de Sérgio Godinho.

Apreciem estas belezas!... Comentem... Questionem... Traduzam... Manifestem a vossa opinião...

Endechas a Bárbara escrava

Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo,
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

U~a graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E, pois nela vivo,
É força que viva.

Luís de Camões



Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 01/07/2009 | Nivel Medio

Vou hoje subir um poema de Vinicius de Moraes, grande poeta brasileiro. Trata-se de "Soneto de separação". O correspondente MP3 tem o mesmo título, isto é: "Soneto de separação - Vinicius de Moraes".

Decidi escolher este porque, para muitos integrantes do grupo, interesa-lhes mais a pronúncia brasileira.

A seguir ao poema aparece uma tradução para espanhol. Não é minha. Vejam se concordam com a tradução ou propõem algo melhor ou mais expressivo.

_____

SONETO DE SEPARAÇÃO – Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
____

Traducción al español:

De repente la risa se hace llanto
silencioso y blanco como bruma
de las bocas unidas sale espuma
y de las manos dadas el espanto.

De la calma de pronto surge el viento,
que en los ojos borró la última llama,
y la pasión pare el presentimiento,
y del momento inmóvil nace el drama.

De repente, no más que de repente
se torna triste cuanto fuese amante,
desolado quien fue resplandeciente,

se hace el amigo próximo distante,
se hace la vida una aventura errante,
de repente, no más que de repente.

Maria Natal Guerreiro
Licenciatura em política social univer...
Escrito por Maria Natal Guerreiro
el 02/07/2009 | Nivel Medio

Olá a tod@s

Vou transcrever um pequeno poema de Eugénio de Andrade, muito pouco conhecido, mas lindo e muito significativo:

Urgentemente

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade


E eu digo: é Urgente o Amor entre as Pessoas, é Urgente a Amizade , é Urgente a Solidariedade, é Urgente o Respeito pelos Direitos Humanos e pelos Direitos da Criança, é Urgente Globalizar a defesa do nosso Planeta, é Urgente resolver os conflitos pela palavra...
... E temos muitos mais "urgentes".

Talvez que cada um de nós possa, à volta dos "urgentes", fazer um texto poético de sua autoria, ou dar a conhecer poemas de poetas do seu país, na sua língua materna e que traduzam as preocupações humanas e sociais que levaram Eugénio de Andrade a escrever o poema "Urgentemente".

Pode não ser em formato usado na poesia, pode ser texto de formato corrido, mas que traduza o desejo de uma mellhor vida para as pessoas. É um desafio (à margem do nosso administrador, espero que não se aborreça com a minha proposta).

É urgente beijinhos para tod@s ,

Maria Natal

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 27/07/2009 | Nivel Medio

Muitíssimo obrigado, Maria Natal, pelo belíssimo poema que subiste!

Foi pena ninguém ter respondido ao teu convite ou desafio. Mas ainda pode acontecer que alguém se arme de coragem e o faça. A esperar vamos.

Hoje vou subir um poema de Fernando Pessoa: "Na ribeira desse rio". Subo aqui a letra. Contudo, também subo o correspondente documento áudio, em MP3, cantado - em pronúncia brasileira - por Paulo Bragança. Informo que há vídeo correspondente a essa canção no Youtube. Também subo, em documento formato word, a letra do poema e uma tradução para espanhol. Os documentos (áudio e letra) têm o mesmo título.


Na ribeira desse rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias à fio
Nada me impede, me impele
Me dá calor ou dá frio

Vou vendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada
Vejo os rastros que ele tráz
Numa seqüência arrastada
Do que ficou pra trás

Vou vendo e vou meditando
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando

Vou na Ribeira do rio
Que está aqui ou ali
E do seu curso me fio
Porque se o vi ou não vi
Ele passa e eu confio

Fernando Pessoa

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 07/09/2009 | Nivel Medio

Hoje vou subir um livro inteiro de poemas de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

Trata-se de "A Rosa do Povo", um dos mais famosos dele.

No livro, nas páginas finais, há uma bibliografia e dados sobre a vida do poeta brasileiro.

Contudo, subo também outros dois documentos:

* Carlos Drummond de Andrade_na Wikipédia

* A Rosa do Povo_introdução

Boas leituras e melhor aprendizagem!


Teresa Da Rosa De Carreño
Profesora de francés colegio jesús sac...
Escrito por Teresa Da Rosa De Carreño
el 10/09/2009 | Nivel Medio

Carlos e María Natal: Eu nâo di minha resposta ainda, porque eu estou muito ocupada;o 12

De septiembre e l´´aniversário de meu marido. Depois, si Deus quizer, eu darei minha resposta. María Natal, muito obrigada por tôda tua informaçâo sôbre António Aleixo!

Até muito pronto, Teresa.

Maria Natal Guerreiro
Licenciatura em política social univer...
Escrito por Maria Natal Guerreiro
el 11/09/2009 | Nivel Medio

Olá Teresa,

Ok! Quando estiveres mais desocupada e envies mensagem para mim e para Carlos, nós teremos todo o gosto em a ler e se necessário mais informação sobre António Aleixo ou outro autor da cultura portuguesa, estamos cá e o faremos com todo o prazer.

Muito obrigada pela mensagem e envio de um abraço e saudações, Maria Natal

Carlos Xxxxxx
Faro, Portugal
Escrito por Carlos Xxxxxx
el 11/09/2009 | Nivel Medio

Olá, Teresa:

Faço minhas as palavras de Maria Natal. Cá estamos para divulgar... Com prazer!

Carlos

Teresa Da Rosa De Carreño
Profesora de francés colegio jesús sac...
Escrito por Teresa Da Rosa De Carreño
el 19/09/2009 | Nivel Medio

Olà Carlos e María Natal: Muito obrigada pelas palavras dos senhores. Amo a língua portu-
guesa! Mais ainda estou muito ocupada; quanto eu tenha o tempo necessário, eu darei res
posta á este maravilhoso debate, "Aprender con los poetas". Até muito pronto, Teresa.

Pastor Sérgio Reis-- Skipe:liebe.5
Bachirelato in teologia faculdad teolo...
Escrito por Pastor Sérgio Reis-- Skipe:liebe.5
el 17/09/2010 | Nivel Medio

Dios los bendiga